Músicas de viagem: Alanis Morissette

Talvez você, que está preparando sua primeira viagem, nunca tenha parado para pensar na trilha sonora dela. Essa coisa toda de ipod, iphones e isimilares não é recente, mas para quem viaja pode não ter caído a ficha. Ainda.

Sou velho, quase 30 anos. Mas não tão velho. Na minha época o negócio era Mp3 Player. Passado não muito distante, mas que deixou boas memórias musicais na cabeça e alguns anos na bagagem.

Ele me acompanhou em viagens super marcantes, como o intercâmbio que fiz em Cusco, no Peru. Lembro que ouvia muito o recém lançado Meds, do Placebo. Impossível não ouvir Top Of The World e não se lembrar de Machu Picchu.

Já quando viajei para Londres, para o show das Spice Girls, a trilha sonora não podia ser outra. Apesar de que foi exatemente naquela semana que vazou a tão esperada nova música da Alanis Morissette desde So Called Chaos, Underneath.

Falando em Alanis, foi ela quem embalou meu mochilão pela Europa. Com alguns meses após o lançamento de Flavors of Entanglement. Agora é ela que me deixa ansioso, na espera por Havoc and Brigth Lights.

Para ferrar de vez com  a ansiedade, foram publicadas no You Tube algumas versões ao vivo de músicas inéditas que estarão neste CD – Além de outras inesquecíveis como Flinch e Ironic, gravadas no mesmo show.

Essa aí de cima é Woman Down, umas das mais bacanas do álbum e com muito potencial para novo single, afinal é a primeira música que ela canta no palco – já que o show começa com ela cantando I Remain nos bastidores.

Lembrou um pouco Pollyana Flower, a B-side de Supposed Former Infatuation Junkie. Mas bem de leve. Abaixo, a balada Havoc.

Mesmo sabendo que Alanis segue sempre uma mesma estrutura de composição e poesia, consigo perceber a novidade e me apaixonar pelas canções. Coisa de fã, que se desprende um pouco de critério e se prende a outras qualidades. Esse música aí de cima é bem parecida com This Grudge (So Called Chaos), em estrutura.

Felizmente, sobre as letras nunca poderei reclamar. Ela continua evoluindo neste sentido, contando suas histórias e seus avanços de vida. Agora é mamãe e felizmente isso não causou tanto estrago em seu trabalho como a maternidade fez com outras bandas e cantoras queridas.

Admito que sinto saudades de uma gaita, ou mesmo uma flautinha. Mas pelo menos tenho certeza de que ela está se dedicando profundamente ao que faz melhor, que é cantar e escrever.

É em Numb (confira acima) que ela pega a guitarra para aquela fingida básica de que domina o instrumento, enquanto toca no ritmo da bateria. Repare bem quando ela começa a tocar e o som da guitarra simplesmente não aparece.

Graças a Deus, pois se houvesse som da guitarra a coisa seria insuportável, principalmente na hora do “solo”, que começa aos 3m46s. Deve ser algo tipo o áudio original catastrófico da Neide Spears cantando ao vivo no show, o que ninguém ouve graças ao lip-sink.

Amo Alanis trollando o público do show com essa pegadinha. A pachorra é tanta que ela até se despede depois dessa. Mas amo mesmo!!! hahaha

O novo álbum sai no Brasil oficialmente no dia 28 de agosto deste ano. Bom, né?

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  • caiofochetto

    Comento meus próprios posts.