Viajar pela Bahia nas músicas de Dorival Caymmi ou nos livros de Jorge Amado reforçam ainda mais a saudade que tenho dessa terra maravilhosa. Na Bahia conheço poucas cidades, tenho um tio que mora em Salvador há 30 anos então por muito tempo minha férias escolares foram lá, mas minha última visita à Bahia foi para conhecer Itacaré.
A fama do “pequeno vilarejo no sul da Bahia” era boa, muitos amigos já tinham me recomendado, bom para surfar, bom para ecoturismo, lí muitas reportagens quando escolhi Itacaré como destino, mas quando se fala da Bahia, o que se promete se cumpre e normalmente vai além das expectativas.
Essa viagem também foi para comemorar o aniversário do meu namorado, fomos no fim do mês de março o que nos garantiu um ótimo preço em passagens e hospedagem pois já era baixa temporada, mas pegamos o último quarto da pousada Villa n’ Kara, e acredito que nada é por acaso, pois nossa “casinha” em Itacaré era uma delícia!
Para chegar em Itacaré o aeroporto mais perto é Ilhéus, de lá mais 1 hora e meia de estrada, mas existem muitas pessoas que fazem o voo via Salvador e dividem a viagem com alguns dias em Morro de São Paulo, e apesar de quase não resistir à uma passadinha em Morro, dessa vez eu queria Itacaré na veia!
Chegamos no começo da noite, largamos tudo na pousada e fomos reconhecer o terreno. A vida noturna é intensa, muitos barzinhos, baladinhas que vão do forró ao eletrônico, ótimos restaurantes, e foi por aí que começamos.Por recomendação fomos conhecer a Pizzaria Espaço Brasil, um lugar super aconhegante, com decoração simpática, ótimo atendimento e a melhor pizza de camarão com catupiry (amo) do mundo!!! Gostamos tanto de lá que na hora de pagar a conta já reservamos para voltar no dia do aniversário do meu namorado.
No dia seguinte nosso primeiro dia de passeio foi para conhecer as praias mais próximas ao vilarejo que são: Concha,Resende,Tiririca e Ribeira. Essas 4 praias são bem distintas, Concha é como uma piscina, sem ondas nem correnteza, é deliciosa para banho no fim da tarde, de onde você está próximo às pedras para poder admirar o por-do-sol.Resende e Tiririca já são mais extensas com bastante ondas, há muitos surfistas em Itacaré, mas todo mundo pode aproveitar o mar.Ficamos um pouco em cada praia e escolhemos a Ribeira para passar o resto dia, é super legal a estrutura dos quiosques, desde espreguiçadeiras até a maquininha do Visa na mesa, adorei!
Estar em Itacaré e não ver o por-do-sol é perder a oportunidade de ver um belo espetáculo, então lá fomos nós pegar o melhor lugar nas pedras para assistir esse show na fila do gargarejo, e como um verdadeiro espetáculo no final a plateia sempre aplaude, é lindo.
Na nossa pousada haviam 2 piscinas, uma na frente que era parada obrigatória na volta dos passeios, e uma no fundo, onde rolava um clima meio Big Brother, cheio de redes, puffs e almofadas, onde ficávamos até altas horas na piscina batendo um papo com os outros hóspedes.
O quarto era um plus no final do dia, sem contar que ar-condicionado é tudo quando se está num lugar como a Bahia, era muito agradável, cama gostosa e rede na varanda, era alí que a gente “baianizava” e recuperava as energias pro dia seguinte.
No segundo dia fizemos uma trilha bem puxada para chegar até a Prainha, uma praia isolada que fica dentro de uma fazenda e para entrar é necessário pagar uma taxa. Lá não tem estrutura nenhuma, quem leva as coisas para serem consumidas é o guia mesmo, só tem uma casa enorme que pelo que disseram pertence ao dono da marca de surfe Hangloose, mas ele não estava lá rsrsrs… Existe uma trilha onde é possível visualizar alguma bromélias gigantes nas árvores, no final há um mirante onde se vê a Praia de São José que possui infra-estrutura luxuosa dos melhores hotéis e resorts.
Outro passeio surpreendente é a Cachoeira do Tijuípe, onde a água pasmem, é quente!!! Sim, pela primeira vez na vida fiquei hooooras na água, fora que bem embaixo da queda d’água tem uma pedra enorme onde as pessoas ficam sentadas, parece mesmo um sofá, e com aquela água ótima te massageando nas costas e na temperatura ideal, não dava vontade nenhuma de sair.
Lá a estrutura é como a de um Parque Ecológico, fizemos uma trilha até a nascente, existe também um restaurante com uma comida caseira de primeira, um prato serve muito bem duas pessoas, pedimos Filé de Peixe ao molho de camarão, acompanhado de arroz e salada por R$ 37,00 ótimo preço, ótima refeição!
Na volta, fomos dar uma voltinha na cidade, e visitamos uma vila de pescadores próximo a praia das Conchas onde ficava nossa pousada.Nessa vilinha tinham muitos objetos de decoração e artesanato local feito pelos moradores da vila, vale à pena pois os preços são bem melhores que nas lojinhas para turistas e são coisas lindas e baratas, com certeza dá prá trazer lembrancinha prá todo mundo.
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O passeio mais aguardado da viagem era para a Península do Maraú, mas logo que acordamos o tempo estava horrível, tinha chovido a noite e o céu estava totalmente nublado. O motorista do 4 x 4 como bom baiano, disse prá gente ficar sossegado, que logo ia sair o sol! Foi batata!A estrada estava pura lama,foi aí que entendi porque tem que ser no 4×4, mas foi uma aventura divertidissíma!
Visitamos a Lagoa Azul, que apesar do nome estava muito escura na época, mas ví fotos e posso garantir, quando a água está azulada é maravihoso!Passamos pela Trilha das Bromélias Gigantes, incrível como uma planta pode crescer daquele tamanho, tinham alguma no troco de árvores enormes, só vendo prá crer. E quando chegamos em Taipus de Fora o visual de mar azul clarinho fez a gente correr prá mergulhar, e com snorkel e pé de pato alugados por 5 reais por tempo livre não dava prá perder tempo.
O ideal é fazer os mergulhos com a maré baixa, a visibilidade é muito boa, existe um enorme banco de corais bem próximo da praia e logo que entrar na água você já começa a ver uma quantidade variada de peixes.Legal mesmo foi ver algumas crianças aprendendo a mergulhar e dando uns gritinhos com o snorkel na boca quando viam a “peixinha Dori”, foi muito divertido.
Posso falar que não fízemos “nada”, ficamos mais ou menos umas 5 horas ou mais na água, pois o cara do 4×4 teve que chamar a gente prá avisar que em meia hora a gente ia embora, só deu tempo de tomar uma cervejinha e apreciar toda aquela beleza ao som de MPB nas esperguiçadeiras, foi ótimo estar na Bahia e não ouvir axé nenhum dia.
A noite fomos com o pessoal da pousada numa apresentação de capoeira, depois começou o forró e como no dia seguinte era o aniversário do meu namô, a festa começou alí, tanto que reservamos esse dia para ficar apenas na praia da Concha, a mais próxima da pousada, aproveitando o dia e descansando da noitada.Confesso que acordamos tarde, mas chegar na praia em 5 minutos é ótimo quando você quer deitar na cadeira e dormir mais um pouquinho.
Não é todo mundo que ganha uma praia de presente de aniversário, então aproveitamos muito a nossa tarde porque depois da leseira, a noite era de festa. Convidamos a galera da pousada para jantar conosco na pizzaria Espaço Brasil para comemorar o aniversário. Como não tinha bolo, pedimos umas pizzas doces para cantar parabéns, mas o garçom nos informou que não estavam fazendo naquele dia.
Tudo bem, nada estragava nossa noite. Mas algum tempo depois, apagaram as luzes da pizzaria e chegaram os garçons com as pizzas doces cantando Parabéns prá você!!! rsrsrs, foi uma surpresa que o pessoal combinou com os garçons prá gente não desconfiar, o Márcio ainda ganhou um drinque da casa e a noite foi muito divertida!
No último dia de passeio fizemos a Trilha das 4 Praias, o pique é necessário caso contrário você perde o melhor da festa, Jeribucaçu, Engenhoca, Hawaizinho e Itacarezinho, essa é a mais extensa das 4 praias e onde ficamos mais tempo para curtir o finzinho da viagem.
A única praia que não é recomendada para banho é a Hawaizinho, pelo nome já dá prá saber que é a praia dos surfistas e como a maré é muito forte com altas ondas é melhor não se aventurar sem uma prancha.
No dia de voltar, ainda pudemos aproveitar mais um pouquinho da praia da Concha pela manhã e recarregar a bateria para voltar prá Sampa, mas já sentir aquela saudade da Bahia.
