O jeito certo de se gastar dinheiro viajando

09 de março de 2011 em:Dica de Viagem postado por:@caiofochetto

Isso Non Ecsiste!

Bom, pelo menos eu pensava assim. Sou daqueles que se mata juntando dinheiro para que, quando for viajar, eu possa ser o mais mão aberta do mundo. E no final das contas eu nunca consigo juntar dinheiro, pois sou mão aberta full time.

Daí a gente acaba juntando menos do que deveria, mas nunca desiste da viagem, né? Um aperto aqui, uma média de gastos para cada dia… O que você gasta menos hoje é crédito amanhã… E o mochilão segue.

Nós brasileiros ainda sofremos com o esquema da moeda. Muito melhorou, mas ainda ganhamos em um dinheiro desvalorizado em relação aos outros países. Seus quatro reais aqui valem pouco mais de uma libra, ou mesmo euro… E também mais ou menos dois dólares. É sofrido… E quem não fica fazendo as continhas de quantos reais está gastando?

Isso é complicado e acaba com a graça da viagem. Por isso o esquema do orçamento do dia é bem bacana. Como faz? Simples: quanto você tem de dinheiro para gastar viajando? Divida pela quantidade de dias que vai ficar fora. Essa é a média que você poderá gastar. Aí você para de ficar calculando gastos em merréis.

O bom desse lado ruim é que ele faz a gente economizar, né? Cof cof cof… Quem eu quero enganar? Bom mesmo é ganhar em libra e ir pro Peru gastar que nem uma loca, afinal tudo é quatro vezes mais barato do que deveria. E isso, para ser sincero é bem legal de se fazer, afinal esses gastos contribuem bastante para a economia dos países pobres. Mas brasileiro quer ser chique quando viaja, né? Quer ir para Paris… Nova Iorque. Acaba perdendo de conhecer culturas incríveis que ainda estão em desenvolvimento e até mesmo de contribuir com elas.

É meio que a ideia do turismo com responsabilidade, que tem se popularizado recentemente, assim como o turismo ecológico, no qual os fatores que envolvem a preservação do meio ambiente se tornam primordial para o acontecimento da viagem. O turista responsável não pensa apenas em como gastar seu dinheiro em benefício próprio, mas também em como gastar seu dinheiro em benefício dos locais que lhe recebem.

Há inclusive uma Central de Turismo Responsável que tem facilitado muito esse processo – pelo menos para os americanos. Ele fica em Washington, nos EUA. Através dele muitas operadoras de turismo e hotéis entram com o turista em verdadeiras operações de caridade, sempre em prol dos lugares visitados. Essas ações colaboram na melhoria da vida das comunidades locais.

Outro exemplo é a empresa de Cruzeiros Lindblad Expeditions, também dos Estados Unidos, que arrecadou mais de 6,3 milhões de dólares que ajudarão em suas preocupações ecológicas, destinando tal verba, por exemplo, ao Parque Nacional de Galápagos. Essa arrecadação é feita através de doações dos passageiros durante as viagens, ou na troca de créditos para viagens futuras.

Mas e o mochileiro? Como faz para viajar e colaborar? Abaixo segue uma lista de prováveis maneiras. Ela foi compilada por Kevin Salwen, do New York Times, e sua esposa Joan. É uma espécie de manual do turismo econômico. Claro que não estas regras podem ser adaptadas a realidade de cada um. E já apresentam boas saídas.

1. Ter um orçamento diário ou semanal

Isso eu já disse no começo do post. Para que serve? Você pode ter dificuldades em mater o dinheiro no bolso se não tiver um controle do quanto pode pagar. Se o seu orçamento é apertado, sair comprando canecas chinesas com a bandeira da Inglaterra como souvinir de Londres não será o melhor para você. O tal orçamento por período (dia ou semana) vai ser uma mão na roda. Com isto você vai poder pechinchar por algumas coisas e pagar o preço proposto em outras. Todo mundo sai ganhando.

2. Comprar muitos presentes para você e os outros

Essa é a melhor maneira, principalmente se você der preferência a material artesanal. É o melhor método de economizar e contribuir, afinal geralmente esses presentinhos são baratos e feitos pela própria população local. Alguns são verdadeiras obras de artes e você pode até mesmo ver o objeto, ou outros do tipo, sendo construídos. Os centros comerciais são os melhores locais para encontrar estes artigos.

3. Pechinche quantidade e não um preço menor

Você quer comprar uma quantidade de objetos e o valor está um pouco acima do que acha ser justo. Ao invés de pagar menos, que tal levar mais? Para o viajante esse ‘mais’ pode ser um pouco incômodo de carregar, então vale a pena checar isso também. Mas, em suma, o bom é que o comerciante mantém o seu preço e você leva ainda mais lembranças para a casa.

4. Tente ser mais do que um consumidor

Dependendo do local que você visite, os moradores locais podem ser pobres, economicamente falando. Culturalmente, nunca. Tente descobrir mais sobre esses caras, como eles vivem e o que eles fazem para sobreviver. Alguns locais cobram para tirar fotos e rendem fotos muito bonitas. Que tal conhecer um pouco mais esta pessoa e não levar apenas uma foto, mas uma história para contar? E não esqueça de deixar a ‘caixinha’.

5. Compre uma ajudinha

A gente vive na paranóia das cidades grandes, achando que qualquer um que coloque a mão na sua mochila vai te roubar. Tá de férias? Relaxe. Deixe que carreguem a sua mochila e dê um trocado para quem lhe faz este favor. Só não extrapola o orçamento a favor da sua preguiça. rs

6. Não dê esmolas

Principalmente para crianças, que deveriam estar na escola. Pense assim: você não vai resolver um problema cíclico com um ou dois dólares. Nada contra dar alimentos.

7. Experimente a culinária local

Tem turista que sai de casa pra comer no Mc Donalds de Santiago. Oi? Alguns usam a desculpa do ‘sanitário’ – e não tô falando daquela escapadinha para ir ao banheiro, mas da higiene na confecção da comida mesmo, como se um Mc fosse exemplo de limpeza. Mas, poxa, tá perdendo uma das grandes experiências de ser turista, que é provar os sabores do local. É mais uma maneira de contribuir com quem vive por lá.

É isso!

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