
Ai como eu queria ter uma câmera comigo em todos os momentos. Pq autógrafo é apenas uma palavra escrita, portanto uma foto vale mais do que mil autógrafos. E vc já deve estar curioso só por conta do título do post, ou não? Pois continue lendo que você entenderá tudo, querido leitor ou leitora.
Como já sabe, parti de Innsbruck e fui para Zurique, na Suiça. E eu fiz isso exclusivamente para encontrar meu amigo Leonardo, pq a parte dos famosos chocolates suiços, que mais eu faria nessas terras de vaca e derivados de leite? Nunca tive curiosidade pela Suiça, mas digamos que a coisa aqui rendeu. Mudou minha vida. Tranformação mesmo. Sou outro. Tenho três é par no currículo e já não estou como cheguei (sacou, Vanessa?). Pronto, Brasil, cumpri as expectativas? Pq sinceramente, já me sentia até pressionado quanto a esta parte da viagem.
Cheguei em Zurique na noite do dia 22. Fui direto para a casa do Léo, onde brincamos de escritório, cada um com seu laptop, fazendo suas coisas. Entrei em contato com amigos, puxei fotos para o pc. Enfim, aquelas coisas que tomam tempo e a gente nem vê passar. Quando vi já estava tarde e fui dormir.
Ah, mentira. Antes de ir pra casa do Léo, jantamos em Zurique e eu comprei um puma preto de couro, liiiiiiiindo! Apenas 138 reais. Isso mesmo, reais! Uma barateza.
Acordei na sexta-feira e a casa já estava vazia. Léo tinha ido trabalhar e o croata que mora com ele não tinha dado sinal de vida. Peguei minhas coisas e fui para Berna, seguindo o roteiro que o Léo fez para mim. Pq o Léo, além de oferecer espaço estilo couch surfing, tb é um ótimo anfitrião. Daqueles que se importam, sabe? Vou fazer rezenha pra ele no site do hostelsclub. haha
Daí que foi fácil ir para Berna. Da vila onde estava, Hirschthal, peguei um trem metropolitano, desci em Aarau e de lá fui para a capital Suiça. Só que o trem que eu tinha no itinerário foi cancelado. Daí fui falar com o pessoal da informação, que além de atender super bem ainda é super lindo e com cara de quinze aninhos.
Antes disso um suiço me pediu informação e eu fiz cara de interrogação, pq ele falava alemão e eu niente. Ele entendeu e perguntou em inglês, daí conversamos. Disse que ia checar as opções no atendimento. Quando voltei, nem sinal do cara. Heis que ele surge no meio da multidão e me diz que tinha um outro trem indo para Berna, que estava atrasado. Isso o centro de informações não me falou! Iam me fazer esperar mais meia hora lá!!!
E você deve estar se perguntando: “caralho, e a porra da Paris Hilton?” Caaaaaaalma cocada. Deixa eu chegar em Berna primeiro!!!
Ruas de Berna, na Suiça
Enviado por cidadaodoplaneta
Bom, fui conversando com o cara no trem. Ele desceu em uma estação e eu segui até Berna, que é uma cidade linda. Caralho, quando eu digo linda, é pq é linda mesmo. A cidade é cercada por um rio que faz a letra u. Ou seja, nem é cercada, mas é quase. Fora isso, ela fica num ponto alto, enquanto o relevo se joga lá embaixo quando o rio aparece. Então tem pontes super altas e vales ao redor do rio. E tudo isso em um cenário medieval.
Pra matar, a cidade ainda tem uma infinidade de fontes espalhadas por todos os cantos. E todas elas são de água potabilíssimas. Olha, esta viagem até a Suiça já valeu a pena só por conta de Berna. E só o que fiz na cidade foi uma caminhada, seguindo as indicações do mapa que peguei no escritório de turismo da estação de trem.
Até tentei ir a casa de Albert Einstein, que desenvolveu sua teoria da relatividade na mesma cidade, mas como a Vanessa ressalta sempre que eu digo: estava fechada! Tah, e daí? Passeio na cidade é tão bom como a casa do moço aberta ou não. Eu indico. Tem uma catedral linda, para compensar.
Aí que em duas, quase três horas eu já tinha conhecido Berna Inteira. Cheguei lá por volta das 11h e voltei lá pelas 14h. Estava na casa do Léo um pouco depois das 15h. Aí fiquei na net baixando episódios de séries! Ah, válido dizer que na noite anterior eu consegui pegar Lost e colocar no i-pod. Gostaram da estréia? Achei, digamos, interessante.
Daí o Léo chegou. E você deve estar ansioso, ou ansiosa, para saber da Paris Hilton, né? Pois te digo que não a conheci em Berna, nem em Hirschtal. A conheci em Zurique. Pq quando o Léo chegou a gente fez um pouco de hora, já que nosso plano era ir de noite para a já citada (e famosa) cidade da Suiça. Tomamos um café gostoso, além de banho, e fomos. Para onde? Abafa!
Fui parar numa quentinha suiça, e por “quentinha” entendam como quiser. O que rolou foi experiência e não preciso dizer muito. Tava muito… “estranho”.
Depois de alguns “agitos”, parei num canto e veio uma bicha véia loira falar comigo. Daí o Léo chegou tb e a gente ficou rindo juntos pq a bicha não parava de falar causos das pop star de tabloides, entre elas Britney e Cocaine Winehouse (ou Amy Whitehouse???). E então se apresentou, como Paris Hilton.
Saí de perto pq a bicha era tão engraçada que irritava. Mas no final da noite nos encontramos de novo. Daí ela ficou contando casos em que as pessoas a maltratam e ela faz carão e apenas diz: “Call my lawyer!” Fazendo graça, ou não. Não tem graça aqui, mas na hora eu ri muito. E vou passar a usar. Alguém me irritou? “Faz um favor? Call my lawyer!” Alguém se irritou comigo? “Call my lawyer, honey!”
No final da noite a bicha tava bêbada e disse que ia ligar para o advogado. E eu falei: “Não faça isso, é tarde!”. Daí a bicha me responde: “esquenta não, meu advogado é minha irmã!”
Nas fotos, fontes de Berna.
E eu achando que era a Paris Hilton de verdade…
Estou orgulhosa de você. Já disse, né?
E lugares fechados já é tradição. Acho que quando vc viajar e encontrar tudo aberto, vai ficar frustrado. É tipo um motivo para voltar aos lugares.