As coisas que passaram

Tem coisas que já eram, né? Tipo assim, elas continuam apenas por estarem em nossas cabeças. Mas já eram.

Tipo, há anos atrás fiz a viagem da minha vida. Fiquei meses pela Europa e nunca aprendi tanto. Posso dizer que foi o “tempo da minha vida”. A época das histórias, dos passeios, da aventura. Das coisas novas. Do aprendizado. E já era. Eu já vivi aquilo. E aquilo já passou. Mesmo que eu volte, já era. Não vai ser a mesma coisa. E isso dá uma saudade.

Não que as coisas de hoje não me façam feliz. Muitas fazem. Tenho coisas que amo tanto e que não saberia viver sem. Mas é triste pensar que nunca mais eu poderei largar tudo, colocar uma mochila nas costas e passear por países, cidades, museus e estações de trem. Eu posso viver algo parecido, mas a responsabilidade e o peso das coisas atualmente são como a gravidade, que me mantém pregado no chão. Exceto quando eu pulo.

As séries de TV por exemplo. Elas já foram tão legais. Eu já gostei tão mais delas. Será que fui eu que mudei? Ou elas que ficaram mais chatas? Será que eu que cresci, e fiquei mais exigente? Ou preguiçoso a ponto de não ter muita paciência para “dar chances”. Antes eu “dava chances” para as séries. Veja bem, eu vi três temporadas de Gossip Girl, ou seja… Eu dei três temporadas de chance para aquela bosta. E o pior é que eu gostava.

Eu sinto saudades dessas épocas. E não posso reviver. É tipo começar a ler o livro do Harry Potter de novo. Eu sei que eu amo. Eu sei que é foda. Mas nunca terá o impacto que teve uma vez. Ainda assim, eu continuo lendo. Pois posso. Pois está aqui na estante de casa. Pois eu não preciso mudar grandes coisas da minha vida para conseguir fazer isso.

O mundi inteiro me engoliu e eu perdi a chance de viver tanta coisa…

Sobre a copa e o futebol, que não entendo e nunca vou entender…

Agora todo mundo vai ao Facebook querendo sambar sabedoria e superioridade sobre a derrota do Brasil. Falar de estádio, de escola, de impostos, gastos públicos, preconceito, respeito aos jogadores etc.

“VÃO SE FUDEREM”. O Brasil perdeu e perdeu feio! Não tem que ficar dando lição de moral pra defender jogador, mas também não precisa queimar ônibus. Tão dizendo que David não sei das quantas é humilde. “Que dózinha dele chorando”, “Ainda é o nosso craque”… Tenho dó não. E nem tenho o discurso do “ele ganha milhões”. Tá chorando e tem que continuar chorando. Trabalho é coisa séria, é comprometimento. E se aquele era o trabalho dele, e dos outros jogadores, pois faltaram com respeito a quem lhes dá emprego.

Deveriam é ouvir MUITO. Eles, a CBF, o Felipão. Todos os envolvidos nesta palhaçada que comanda o Futebol em nosso país. Futebol é religião. E como toda religião, isso é negócio – hahaha – e com dinheiro não se brinca.

Pode parecer um comentário duro. Ainda mais vindo de alguém que não sabe nada de futebol e só acompanha o esporte de quatro em quatro anos. Mas, aqui futebol é coisa séria. Apenas que: no dia em que eu perder de 7×1 no meu trabalho eu peço demissão.

Todo mundo tem um dia ruim. Mas 11 terem um dia ruim juntos é demais! Não tem nada de bonito no que aconteceu ontem. E não tem que defender um grupo que não honrou o que é ser brasileiro. Fomos humilhados em nossa própria casa, por uma seleção brasileira que procurava desculpas para perder a cada jogo.

Com Camarões a desculpa era que o time africano tinha perdido todas, e talvez o Brasil perderia pois eles viriam para cima querendo a vitória da honra. DESCULPINHA. Entraram em campo com desculpinha pois já sabiam de seu mau desempenho e da possível não classificação. Este time nunca foi bom. Não se pode dizer que o Brasil jogou mal contra a Alemanha. A verdade é que o Brasil deu sorte em todos os outros jogos.

Daí vem o Chile, e a desculpinha era que esta seleção do Chile era a melhor que aquele país já teve. Daí veio a Colombia, e a desculpa era James. Daí Neymar se machuca e a desculpa era que perdemos o melhor jogador da copa. Futebol não se faz com desculpas. Se faz com confiança! Viu sr. Dani Alves, que vai nas redes sociais dar lição de moral em quem critica a seleção. Futebol não se faz com post no Facebook. Se faz com gol.

E o que podemos tirar disso são lições. Nos mais variados âmbitos. A principal é que não se começa nada com a desculpa para a derrota. Melhor nem começar então. Mas tivemos uma grande lição. Perdemos de 7×1 para um país que tem estádios, que tem um futebol lindo, que tem um goleiro incrível como o Neuer defendendo os homossexuais no futebol. Mas que tem hospitais, escolas, gente educada e civilizada. Que tem dedicação e disciplina.

Nosso futebol acabou falando muito sobre nós mesmos. Brasil é isso aí. Tudo muito ao acaso. Criativo e desordeiro. Que conta com a sorte. Ou melhor, com o azar dos outros.

Que as crianças aprendam que perder faz parte. Que lealdade vai além de uma derrota, por mais feia que seja – afinal, deixar de torcer para o Brasil depois dessa é fácil. Mas somos e continuaremos a ser brasileiros. E que é preciso lutar nos momentos mais difíceis e inseguros. Não fazer cara de “o que está acontecendo? / não pode se / eu não entendo”… E que os marmanjos aprendam que futebol não é só futebol. Principalmente os marmanjos da seleção.

A crise começou e precisamos sair dela. Para mim, 8 de julho entrou para a história como o dia em que um dos maiores ícones sociais, culturais, políticos e econômicos do Brasil rachou. Não pensem que futebol é só futebol. Sim, nossa vida segue. Mas futebol, aqui, não é só futebol. É preciso olhar com atenção para algo que nos tomou tanto esforço, dinheiro, tempo. E que nos trás tanto reconhecimento – e agora vergonha.

Como brasileiro, me senti humilhado. Me sinto envergonhado. Não me senti representado por aqueles 11 jogadores que se deixaram abater. Aquilo não foi atitude de brasileiro, que perde tudo e começa tudo de novo! Eles perderam pelo psicológico e, pq não dizer, pelo orgulho da única coisa em que teoricamente somos os melhores.

Quem sonhou que sofreríamos uma derrota tão amarga. Pelo menos foi para Alemanha, que merece cada vitória e que ainda assim foi tão gentil conosco.

Olha….

Ela voltou!!!

20140420-211040.jpgEntro na livraria sem nada para fazer, apenas estantes para olhar. E o que encontro? Um novo livro da minha heroína romântica preferida, Bridget Jones.
A pessoa aqui havia acabado de gastar horrores no cartão com um novo celular. Mas, espere aí, Bridget Jones é irresistível.
Então, peguei o livro e me encostei na escadaria da livraria. Comecei a ler e vi que toda simpatia da personagem estava ali, concentrada naquelas letras, palavras e neuroses – com as quais sempre me identifiquei ou me diverti. Tive de comprar.

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A nova parte da vida

Deixei o blog de lado pela correria da vida. Mas não esqueci daqui… Sempre penso no que escrever enquanto enfrento o trânsito de São Paulo, indo para o trabalho. São ideias maravilhosas que se perdem em meio à toda esta rotina de academia/trabalho/cuidar-de-casa/tentar-dormir-nesse-calor.

Mas o que mais me empolgou em voltar a escrever foi uma grande novidade: a possibilidade de um novo lar e finalmente o nascimento de minha nova família. 2014 chegou de uma maneira muito gostosa, com um ano novo em Natal junto com meu Ci. Passeamos, descansamos e cansamos. Voltamos e começamos a nos preparar para o futuro.

A ideia inicial seria juntar dinheiro para uma grande viagem à Miami, com passeio pelos parques em Orlando incluso. Mas os dias nos trouxeram até uma nova possibilidade, que ganhou forma em questão de dias e mudou todo o plano dos próximos 30 meses. Não vai ser nada fácil, mas espero passar por isso com força o suficiente para aproveitar o resultado do empenho. Continue reading »

Back on the road

Primeiro dia oficial de férias começou. Ontem foi um dia sossegado, dirigindo e conversando sobre a vida e seus rumos. O plano era descer para Ubatuba pela Tamoios, mas perdemos a entrada e seguimos por Taubaté.
No caminho, uma surpresa: passamos por São Luiz do Paraitinga. Sempre quis conhecer a cidade, que é patrimônio histórico. Esta era a chance.
São Luiz é realmente minúscula. Com 15 minutos você visita a cidade inteira. Mas ela deve ser interessante por conta de seus passeios ao redor. Almoçamos num restaurante rústico. Seguimos andando um pouquinho para conhecer a cidade e caímos na estrada novamente, enquanto anoitecia.
A estrada para Ubatuba é realmente muito íngreme e cheia de curvas. Queria ter feito a descida da serra durante o dia, pois foi um pouco assustador. Continue reading »